quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Shampoo de ovo já

Outro dia vieram me perguntar se o certo é escrever ‘shampoo’ ou ‘xampu’. “Olha, os dicionários já registram a grafia com ‘x’ e ‘u’. Pode conferir lá: ‘xampu sm (ingl. shampoo) Preparado saponáceo empregado na limpeza dos cabelos’. Mas escreve com ‘sh’ e ‘oo’ mesmo. É mais chique. Xampu é tão terceiro mundo.
Mas considerando todas as questões que envolvem os shampoos (ou xampus, como você preferir), escrever de um jeito ou de outro não é o maior dos problemas. Sim, porque você já observou a quantidade e variedade de shampoos que existe no mercado? Isso sim é um grande problema.
Pra começo de conversa, eu queria que um dia um especialista em shampoos ou em cabelos me explicasse direitinho qual é o produto certo pro meu cabelo. Porque na verdade eles só sabem falar: “pra ter cabelos bonitos e saudáveis você deve sempre usar um shampoo específico para o seu tipo de cabelo.” Tá, mas qual é o meu tipo de cabelo? É, por que se você for pensar bem, nossas madeixas se encaixam obrigatoriamente em pelo menos três categorias permanentes: tipo (liso, ondulado, encaracolado e crespo), condição do couro cabeludo e dos fios (secos, normais, mistos e oleosos) e cor (loiro, castanho, ruivo, preto, grisalho, verde, rosa...). Isso sem falar em condições temporárias, como queda, caspa, coloração, fragilizados, com pontas duplas, alisados, quebradiços, sem brilho, com frizz etc. Ah, e não nos esqueçamos dos recomendadíssimos shampoos antirresíduos (é feio demais, mas agora escreve assim) que “livram os cabelos dos resíduos acumulados pelo uso dos produtos do dia-a-dia, deixando-os profundamente limpos, soltos e prontos para receber um novo tratamento”.
Tomando como exemplo o meu tipo de cabelo (ou pelo menos o que eu penso ser o meu tipo de cabelo), lá no meu banheiro eu teria que ter sempre no mínimo quatro frascos diferentes de shampoo: um para cabelos lisos, outro para cabelos mistos, outro para castanhos e o famigerado antirresíduos (é bem verdade que eu não estou muito longe disso, mas abafa). Se eu fosse uma louca consumista desenfreada influenciável pelas constantes investidas e estratégias de marketing, fariam companhia aos meus quatro potenciais amiguinhos nominados ali em cima um shampoo para combater a queda, outro para cabelos com coloração, quebradiços e com frizz. Considerando que eu lavo o cabelo umas quatro vezes na semana, se cada vez que eu lavasse o cabelo eu usasse um shampoo diferente, eu só voltaria a usar o mesmo shampoo depois de duas semanas e como o meu cabelo é pouco e não tão grande assim, eu levaria por volta de um ano e meio pra conseguir acabar com os meus oito vidros de shampoo!
Agora pense numa pessoa louca consumista desenfreada influenciável pelas constantes investidas e estratégias de marketing. A coitada da criatura que tinha cabelo castanho e crespo, mas que atualmente está loira e com madeixas lisíssimas, deve ter lá os seus não sei quantos vidrinhos de shampoo e ainda deve sofrer com perguntas que lhe tiram o sono, como “mas será que eu devo usar o shampoo pra o tipo e a cor originais do meu cabelo, ou é melhor cuidar da situação atual dele?”
Minha gente, acho que acabei de descobrir porque o meu cabelo cai tanto: é preocupação por não saber qual shampoo usar.
Ah não, fala sério, nossas vidas eram muito mais simples quando nossas mães compravam o shampoo Juvena de ovo para todos os tipos de cabelos, colocavam no banheiro e faziam a família inteira feliz.

domingo, 1 de agosto de 2010

Amar o amor

Tem uma música do Kid Abelha que diz que “a solidão do amor é uma solidão tão boa; quem ama ama o amor, e não outra pessoa”. Sempre gostei e concordei com essa afirmação, só não sabia dizer o porquê. Mas aí dia desses, eu ouvi uma explicação interessante: a gente ama, ou se apaixona, sei lá, não pela outra pessoa, mas sim pelo sentimento, pela sensação que esse amor ou paixão proporciona na gente.
Não sei, mas acho que sou meio viciada nessa sensação...