segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

And the Oscar goes to

Pra mim é que não é. Eu já fui uma grande entusiasta pelo cinema, já colaborei muito com os grandes sucessos de bilheteria. Houve anos que antes mesmo da entrega do Oscar eu já tinha assistido a todos os filmes indicados que estavam em cartaz no Brasil. Nessa época eu tinha um grande “incentivo financeiro” para ir ao cinema: pagava meia entrada, porque era estudante, tinha sempre quem pagasse meu ingresso e, muitas vezes, nem pagava, porque eu ganhava muitos ingressos promocionais para os filmes. Mas esse tempo passou e eu comecei a ter despesas mais importantes que me impedem de gastar os tubos de dinheiro no cinema toda semana. Esse ano, dos dez filmes indicados a melhor filme, eu só assisti a um, shame on me! Foi Toy Story 3, e eu nem tenho criança em casa pra dizer que fui acompanhá-la. Ah, mas Toy Story é um filme tão fofinho que nem precisa dessa desculpa para assisti-lo.

Mas falando sobre a cerimônia do Oscar, ontem, depois de anos sem vê-la, eu pude assistir à entrega do prêmio (o que uns furos no bucho não fazem pelo seu entretenimento, hein?). Quando eu era novinha, tinha todo um esquema. Como o Oscar acontecia na segunda-feira a noite e eu tinha aula na terça de manhã, eu dormia por umas 3 horas durante o dia, depois de chegar da escola, para poder ficar até mais tarde acordada vendo o Oscar, sem prejudicar meu sono. Depois eu cansei desse esquema, ou ele começou a não dar mais certo, não sei bem, e aí eu passei a me contentar em saber dos ganhadores na manhã seguinte. Então, foi muito legal poder assistir ao Oscar de novo. Gostei da cerimônia, dos apresentadores, achei que a premiação foi equilibrada entre os concorrentes, nada de milhares de estatuetas para o mesmo filme, como foi para Ben-Hur, Titanic e O Retorno do Rei. Muito bacana mesmo. Agora eu quero ver pelo menos alguns dos filmes indicados a Best Picture. Já fiz minha listinha de razões do porque quero assisti-los, ou não:

O Discurso do Rei – Tenho que ver o vencedor de melhor filme e também de outras 3 categorias importantes (Melhor Diretor, Melhor Ator e Melhor Roteiro Original);

Cisne Negro – Pra eu me lembrar dos meus tempos de bailarina e de como eu poderia ter me tornado uma se eu não tivesse me rebelado;

A Origem – Parece que o filme é muito doido e têm os meus queridinhos Joseph Gordon-Levitt e Ellen Page (mas que argumento mais esfarrapado para querer ver um filme, mas eu quero ver e pronto);

A Rede Social – Se o filme for bom mesmo e me convencer eu ativo a minha conta no Facebook;

Minhas Mães e meu Pai – Eu tenho um certo trauma dos filmes nos quais a Julianne Moore atua, então, na dúvida, prefiro não assistir pra não piorar meu trauma;

127 Horas – Quero ver se eu também desmaio na cena que o Aron Ralston (James Franco) amputa o próprio braço;

Bravura Indômita – Apesar de ter lido os elogios mais rasgados a respeito do filme e das atuações, nunca gostei de faroestes e não pretendo vê-lo. Pelo menos não por enquanto;

Inverno da Alma – Gostei do título, vou ver (outro argumento esfarrapado, mas e daí?);

O Vencedor – Mesmo com dois ganhadores do Oscar, não vou ver porque não quero (meus argumentos são mesmo os melhores, hein).

Pra terminar, deixa eu fazer uma observação pessoal: na apresentação da Rede Globo, a Maria Beltrão tava meio bêbada ou o quê? Porque só estando meio alterada pra justificar aquelas gargalhadas escandalosas. Temqueverissoaí...

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